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22/01/2008 14:27
Mal treinado para relacionamentos de trabalho...
Cheguei 10 minutos atrasado. Meu atraso médio tem sido de 5 minutos, o que realmente não me preocupa, mas justo hoje eu tinha reunião marcada com um agronomo de um dos projetos.
Não avisei à Cida que ia ter essa reunião, sendo que tinha prometido para ela começar hoje um trabalho que ela tinha me mandado. Quando ela viu que eu estava nessa reunião (que ela não sabia quanto tempo duraria) enviou meu trabalho para outra pessoa fazer. A reunião demorou só uma hora, e se eu tivesse avisado isso não teria acontecido.
Minha gravata verde, a linda que você escolheu, está com tecido soltando num canto. Basta cortar para resolver, mas não vi isso ontem nem hoje cedo.
Estou com a barba por fazer.
Fui almoçar sem terno, e na companhia do tal agronomo. Parece que neste tipo de almoço é preciso ir de terno.
Me servi rápido demais, deixando o agronomo para trás.
Durante o almoço, deixei meu garfo cair no chão, por que não tomei cuidado com o prato não redondo do Salsalito (restaurante onde fomos).
Corri para atravessar a rua fora do sinal, deixando o cara para trás.
Bem, é isso. São micro-coisas que, juntas, podem fazer uma diferença razoável. Não preciso dizer que ele gostou do nosso trabalho, inclusive ou principalmente das partes onde mexi. Mas e quanto a todo o ritual envolvido? Adianta ser bom em aspectos essenciais mas falhar tão grotescamente nos detalhes de relacionamento?
Lembro-me de uma comparação entre o tanque russo mais usado e os tanques alemães Panzer da segunda guerra. O russo era melhor nas características chave de um tanque: Mobilidade, poder de fogo e blindagem. Mas o tanque alemão era duas vezes melhor no geral. O segredo do Panzer estava no desing interno: Os soldados se comunicavam melhor, recarregavam o canhão mais rápido.
Aspectos delicados que faziam toda a diferença.
Serei um tanque russo ou alemão?
enviada por Pedrovski
16/08/2007 12:09
Da série "truísmos que são necessariamente verdade":
Todas as maravilhas modernas do mundo são espetaculares.
enviada por Pedrovski
15/08/2007 19:24
Pelos meus cáculos, Ringo Starr vai durar mais que Paul McCartney.
enviada por Pedrovski
30/07/2007 19:38
Este email é uma série de cartas que troquei com amigos nos últimos dois dias. Coloco aqui para explicar minha mudança para a ciência política. Além disso, meus amigos foram carinhosos como nunca.
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Fala galera,
primeiro mil desculpas por não ter ido na festa na sexta, já soube que foi do caralho, mas não rolou.
segundo, queria transmitir uma boa notíca pro the Pedro. Ontem tive com uma gringa que tá fazendo PhD em ciência política
nos EUA. Ela tava falando de um cara que porrou no mercado de
trabalho acadêmico porque tinha uma tese onde ele usava conhecimentos de economia. Falou que os programas de ciência política lá tão loucos pra recrutar gente que saiba economia, e que ter um mestrado em economia é um plus importantíssimo. Não
sei o quanto ela realmente sabe, mas achei que devia mandar o incentivo :-)
Grande abraço,
Felipe
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É isso aí Pedro, bota pra fuder na Ciência Política.Já pensou vc em
Harvard, que foda!
Voltando a assuntos mais breves, imediatos e brochantes, ligaram da FIRJAN pra vc? Sandro me falou que fez a entrevista na sexta. Caso não tenham te ligado, não fique chateado. Eu fui entrevistado
depois do maluco que concorria comigo. Ele foi entrevistado numa quarta, e eu numa sexta véspera de Carnaval, às 18:00. Achei que tinha rodado, mas acabou dando tudo certo. Pense positivo. Torço muito pelos dois. Não sei quem será escolhido, mas eu tenho certeza se não for vc, não vai demorar muito pra conseguir algo bem maneiro, e tomara que melhor. Vc é muito bom, inclusive melhor que aquele emprego.
Eu gostaria também de agradecer a oportunidade de ter feito a festa de despedida junto com os aniversários da sua galera.
Foi muito bom. Muitas pessoas que eu convidei não foram, mas todos que não foram me mandaram e-mail pedindo mil desculpas, desejando tudo bom. E, receber a vibe positiva de quem estava presente foi melhor ainda. Força e muito sucesso nessa trajetória do Doutorado.
No que eu puder ajudar, vc sabe que estarei sempre aqui. Meu msn é
__________ e meu Skype é _______________.
Grande abraço
Rafael
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Rafael,
adorei estas palavras de apoio vindas de você e Felipe. Salvei na
minha pasta "amigos" onde há um conjunto de cartas que
guardo para sempre ou até a terra tragar o yahoo.
Eu demorei um tempo para perceber que quero seguir em
ciencia política. Como comentei com Nogueira, eu só
percebi isso com clareza no dia em que, diante de um
nível de bolação extremo, não pude mais mentir pra mim
mesmo.
Mas isso não significa, como tentei explicar ao
schwartzman no churrasco do Thanus, qualquer
distanciamento da economia. Continuo um defensor do
individualismo metodológico, pois acredito que a
separação entre corpos (em especial, a separação dos
sistemas nervosos) implica em subjetividade e
racionalidade individual. Por outro lado, acho
estranha a posição usual da economia de dizer que
explicar preferências não é falar de economia, que
este seria um ramo da psicologia. Acredito que o
humano é ser permeável e a capacidade que o todo tem
de influenciar como as partes funcionam é um problema
interessante para as ciências sociais em geral. Ainda
mais quando esta pode ser uma maneira do poder
financeiro prevalecer em um desenho institucional
democrático (por favor, não me tomem como um Heloiso
heleno, eu não estou falando mal de bolsas de valores,
mas de grupos de interesse em geral, como siderurgicas
ou montadoras). Não me importo se isto é chamado de
ciência política ou econômica.
Em especial, quem fez uma leitura cuidadosa de Olson e
seus críticos notará que o paradigma da racionalidade
sozinho é completamente incapaz de explicar a
existência de Estado. Simplesmente, na hora de decidir
a provisão de bens coletivos, um numero grande de
iguais interessado no bem terá apenas free-riders
completos. Esqueçam desenho de mecanismo sem esplicar
quem faz o desenho de mecanismo. E por aí vai.
É muito fácil notar que, apesar da economia aceitar
trabalhos que questionam a racionalidade plena e
limitada, ela não está bem preparada para eles. Em
primeiro lugar por que muitas vezes a racionalidade
plena ou limitada é trocada levianamente - como bem
colocou Felipe Schwartzman - por processos estranhos
de decisão, vindos não sei de onde, tão ruins ou
piores que a racionalidade plena e limitada. Pior é
quando a função de utilidade é redesenhada apenas pro
modelo funcionar. As outras ciências sociais, se bem
que incapazes em geral de formular suas proposições
com a clareza matemática, tem arcabouço teórico
não-racionalista mais antigo e elegante, lembrando que
a elegancia é importante em todas as ciencias.
Em segundo lugar por que há muita estrutura montada em
cima da racionalidade plena ou limitada, sendo
demorado, pouco lucrativo, neste momento, trabalhar
assumindo outra coisa, os centros não estão muito
interessados no tema. Na ciencia politica, ao
contrário, o quente da teoria é discutir se a
racionalidade pode ser extendida para explicar o
Estado e a mudança institucional.
Deus me livre de virar um desses caras que acham que a
economia é muito "de direita" ou que "o Estado tudo
pode", ou que é preciso apenas dominar o instrumental
da "regra de três". Eu estou muito longe de ser um
heterodoxo e odeio minhas inocências.
Ah, e eu odeio 90% da macro!
Nada é perfeito, e a ciencia politica possui seus
defeitos, como o de ser, no Brasil, uma ciência
voltada aos autores do passado, parecendo mais
filosofia politica do que ciencia (o Iuperj não sofre
tanto deste mal). A ciência politica muitas vezes
engole também teorias economicas sem mastigar (por ser
incapaz?), por isso seus esqueletos marxistas,
anarquistas ou outros são muito mais duros. Por fim, a
ciencia politica se preocupa muito com os sistemas
politicos atualmente existentes, e vou ter de estudar
com cuidado - inda mais no exterior - detalhes legais
malinhas. Que terão sua utilidade: um detalhe malinha
como aquele em cima do qual o Cerdeira trabalhou -
mudar a equação de uma lei é mais "barato"
politicamente que mudar seu texto - muda tudo, é a
função de produção da ciencia politica, como perdão da
metáfora.
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Harvard é um sonho, mas acho bem dificil. São só 3-5
vagas por ano e eles querem CRA acima de 3.8 (!) Mesmo
que eu não apresente meu CRA, apresentarei meu
histórico escolar e eles não deixarão de notar que a
sequencia ABCCAACAA contém 3 C's. Mas várias outras
são quase tão boas quanto. Além disso, estou muito
mais consciente do que quando fui fazer mestrado.
Daquela vez, estava um tanto colonizado pelas atitudes
de vocês. Agora estou escolhendo mais o meu caminho
pessoal.
Quanto à Firjan e outras oportunidades de emprego, não
vai ser o fim do mundo não entrar. Eu estou sendo caçado por head hunters no momento, acho que o
RH da Firjan espalhou meu curriculum. Dinheiro
é bom, mas no final nego vai ficar chateado comigo
pois vou pular fora rapidinho.
Finalmente quanto à festa queria salientar que não foi
dificil acrescentar você, foi muito natural na
verdade. Fico extremamente feliz que justo o meu
aniversário seja visto como um momento de encontro da
galera. Rangel foi um pouco mais brega e disse pra
Silvia minha amiga e "ex" que veio só por causa da
festa. Conta outra, cerda! Quando eu era criança eu
sofria muito por que não sabia dar festa. Será por que
minha festa de 10 anos tinha como tema "Biblioteca"
(todos os presentes tinham de ser livros)? Nunca vou
descobrir.
Abs,
Pedro
enviada por Pedrovski
29/06/2007 11:19
Pessoas,
pra quem não sabe, minhas fotos de vancouver se encontram em:
www.peixefora.shutterfly.com
Abs
enviada por Pedrovski
25/06/2007 15:58
Vou ser mais explícito sobre a conclusão do artigo anterior: Jerusalém é o filho, e as duas populações que o disputam são as mães.
Mas quem é o juiz? Tal figura não existe atualmente.
Isto não significa que não exista um desenho de mecanismo que não seja semelhante a um juiz salomonico. Às vezes, na hora de dormir, me pergunto como seria tal mecanismo...
enviada por Pedrovski
23/05/2007 15:40
Caros,
Como muitos sabem, sou um usuário assíduo do
wikipédia. Através deste imenso compêndio de
informações e rotas de leitura, aprendi muito sobre a
Guerra Fria, espaço, geografia e economia. É o único
site para o qual me permito fugir para descansar do
trabalho. Todo dia, dou ao menos uma breve olhada no
"featured article", o artigo principal diário, em
geral de muito boa qualidade e parcimônia.
Contudo, como muitos já alertaram, o wikipedia é feito
por pessoas em muitos aspectos comuns, e não por
pesquisadores cuidadosos e neutros. Como resultado,
estas pessoas são em geral pouco capazes de evitar um
encaminhamento pessoal e viesado do mundo. Tal viés
pode ser encontrado no artigo de hoje, sobre a cidade
de Jerusalém.
O artigo já começa estranho, ao chamar a cidade de
capital de Israel e sua maior cidade. Considera a
população muçulmana após considerar a população
cristã, ambas minorias, sendo que a população
muçulmana é quase tão grande quanto a judaica e cresce
a taxas maiores. Chama de "altamente controversa" a
anexação da parte palestina da cidade, e sustenta que
esta controvérsia é sustentada por palestinos.
Como alguns apontaram estas incorreções, o artigo
sofreu modificações de maneira a dar algum indício de
que a posição da cidade como esencialmente capital de
israel é questionável. Mas a visão judaica continua
predominando, pois o questionamento é sempre
considerado como uma questão menor, e não há muitos
indícios de que a maioria dos países discorda da visão
ali colocada.
Eu acho que um artigo sobre Jerusalém deveria começar
assim: Jerusalém é uma das cidades mais antigas do
mundo, considerada sagrada por três das maiores
religiões mundiais. É também palco de disputas
políticas, sendo considerada a capital de dois
Estados: Israel e Palestina.
Sugiro a todos que se interessam pelo assunto de
Israel que leiam a discussão do artigo do wikipédia.
http://en.wikipedia.org/wiki/Talk:Jerusalem
Como pode ser notado, a lógica que leva à escolha do
artigo como "featured article" é baseada no esforço
que foi necessário para criá-lo, e não na sua
qualidade. As vozes discordantes são poucas, e como
não há a necessidade de um consenso geral para
aceitação de um artigo, mas sim de um consenso
razoável, estas vozes foram ignoradas. Além disso, o
que é interessante para quem estuda o discurso,
nota-se realmente que quem conta a história nesse caso
é o vencedor. sempre que se questiona alguma
informação do artigo usando o argumento de autoridade
(ex: A ONU não considera Jerusalém capital de Israel),
os proponentes do artigo usam argumento de facto:
"There are bodies that say it ought not to be, but it
is, as a matter of demonstrable fact.".
Para quem escreveu o artigo, o que é legal para Israel
é suficientemente legal para o mundo:
"No, because UN recognition is not a prerequisite for
a capital. In fact, it has nothing to do with it, as
Jerusalem is both de-jure capital (designated as
capital by Israeli law), and de-facto capital (seat of
government). The UN's position in the matter is
superfluous to it's status as capital. okedem 15:58,
23 May 2007 (UTC)"
É um acaso que o viés de um artigo a ser lido por
milhões de pessoa seja favorecendo a visão sionista? A
sutileza do viés deve ser vista como mais perigosa do
que um viés não sutil, pois permite, por exemplo, que
ganhe status de neutro e seja considerado "featured
article".
*************************
Quão curioso é lembrar da passagem de Salomão nos
livros sagrados - o fundador do templo tão precioso a
Israel - em Reis 1, 16-28. A criança viva é disputada
por duas mães. Ao anunciar que cortará a criança em
duas, para que cada mãe tenha uma metade, uma das mães
muda de idéia, dizendo que prefere que a criança fique
com a outra a tal resultado. Salomão aceita tal mulher
como a verdadeira mãe.
"Quando o povo de Israel soube o veredito do Rei,
gritou seu nome com fervor, por que perceberam que
vinha de Deus sua sabedoria para administrar justiça."
Reis 1, 28.
enviada por Pedrovski
08/05/2007 00:17
To em vancouver... internet cara... nem vou falar nada pra nao me demorar mas queria contar a mais linda historia que me aconteceu at'e agora por aqui...
estava eu num museu de ciencia para criancas. Mechia numa grande instalacao, um rio que coissa por entre montanhas e que podia ser travado com ums pecinhas que encaixavam. Eu estava fazendo uma represa - meu objetivo era impedir a agua de passar, estragando a brincadeira de umas cinco criancas rio abaixo - dai elas viriam investigar o que tinha acontecido. Provavelmente, passariam a fazer represas semelhantes.
Uma crianca muito fofa apareceu do meu lado e me perguntou: are you making beaver homes?
Eu fiquei emocionado e respondi: Yeah, I just can't find those beavers.
- My name is emile.
- I am Pedro.
enviada por Pedrovski
19/04/2007 22:20
Vamos reviver nativos sentimentos
Vamos editar os bons momentos
Depois passar o filme por aí
Vamos evitar veneno em nosso vinho
Não deixar que as setas se embriaguem
Do sangue que semeia nosso chão
Guerra, mas só se for
Guerras de amor
Mísseis de flores, flores, flores
Bombas de isopor
De repente, mergulhar com otimismo
E nadar nas águas turvas do abismo
Evitar que mais de mil persiga um só
Viemos do mesmo pó
Fim ao desamor
Amar pra viver
Ou morrer de amor...
"Terrorismo de amor". Viajar um mundo pra ir disfarçado numa festa a fantasia para reconquistar sua namorada. Fim ao desamor. Nada contra o ódio, nada contra Exus qualquer. Como disse minha irmã, maldade é o tédio, a neutralidade.
enviada por Pedrovski
19/04/2007 21:55
Novo dicionário
Preconceito, que palavra mais escorraçada. Um conceito prévio, geralmente o pior pecado. Mas eu quero redimi-lo, eu muito o estimo, por que ele me falta.
Surpresa é coisa boa, quem não acha? A ferramenta mesma do poeta. Decepção, o pessimismo me obriga a lembrar, é o negativo da surpresa, sua sombra. Surpresa é Exu.
Mas que seria da surpresa sem o preconceito? É preciso que uma idéia errada seja trocada por uma constatação nova. Que só será entendida porém se não hopuver teimosia. Então teimosia é a nossa inimiga; o preconceito um aliado para a surpresa.
enviada por Pedrovski
03/04/2007 09:29
Da série "Eu já tenho o título, só falta o roteiro, produzir, filmar, editar e distribuir":
Tomara que sejam os Alienígenas
Novo filme de Bárbara e Pedro Nunes.
Breve (numa escala geológica de tempo) no cinema mais perto de você.
enviada por Pedrovski
07/03/2007 19:47
A prática do onanismo é provavelmente o entretenimento privado mais antigo do Homem - e quem sabe da mulher também. Ocorre desde os tempos mais primórdios.
Este assunto é atemporal mas só em tempos recentes se tornou um tema a ser publicamente explorado. Recentemente uma amiga blogeira e roommate escreveu sua visão feminina e particular do assunto. Pude observar que existe, entre as mulheres, a impressão de que os homens têm uma relação mais direta e imediata com o prazer em si. De alguma forma, me pareceu que isto queria dizer que os homens são burros em seu tesão. Assim como as revistas de mulheres peladas, os enredos de suas fantasias seriam bastante rudimentares. Uma mulher desejada ou um corpo escultural, e pronto.
Este certamente não é o meu caso. Sou cheio de fantasias extremamente complexas, cujas histórias são sagas que começam antes e terminam depois do ato sexual solitário. Como nos folhetins, todo fim de capítulo deixa um gosto de quero mais no ar. Talvez por conta disso eu seja um grande onanista.
Em termos funcionais, minhas sessões ajudam a passar o tempo, como quando um filme da tv está chato (exemplo citado por Ana). Mais recentemente, isto não tem funcionado por que estou um tanto impaciente com tv em geral, e com os filmes da tv aberta em específico.
Uma segunda função é a prática do onan como despertador e sonífero. Curiosamente, me dá sono quando quero e me acorda quando quero. O único problema é perder 20min nesta tarefa.
Algumas situações me dão tesão imediato. Quartos de hotel, por exemplo, acho que devido ao condicionamento em motéis quando mais novo.
Quanto ao roteiro, existem alguns tipos diferentes. Em geral, a pessoa desejada, mas não conquistada, é um assunto importante. Se ela porém está muito difícil, acabo ficando sem tesão por medo de não consegui-la. Namoradas do passado não são tema, até por que dói; namoradas do presente são tema mas, infelizmente para elas (e para mim por revelar), não muito freqüentemente.
Exceção: Namoradas viajando são assunto SEMPRE.
A essência das minhas fantasias reside na proibição, no segredo mal guardado, no ciúme. Além disso algumas fantasias são basicamente uma inversão completa dos valores da sociedade, uma espécie de ficção científica do sexo, em geral grupal. Eu não costumo ser um personagem na história, eu transito como um espírito compartilhando dos prazeres de homens e mulheres, a cada momento escolhendo um personagem diferente. Ou seja, sou essencialmente um voyeur.
Vou então fazer uma pequena lista destes meus tesões, divirtam-se e tenham medo de mim se quiserem.
1)- Apoio à vizinha: O garoto e a garota tem por volta de 16 anos, o que significa que não podem fazer muitas coisas sem que os pais saibam. Eles só se conhecem de vista por timidez. Moram um do lado do outro. Um dia ele a observa fazendo algo claramente escondido. Ela está aprendendo a fumar. Ele resolve comprar um maço de cigarros para ela, em apoio e para se aproximar. Começa um jogo de trocas esquisito, em que o garoto apóia o novo vício da menina e pode por isso tocar em cada vez mais partes. É impossível dizer se a menina é interesseira ou se ela têm um verdadeiro tesão pelo garoto e usa o cigarro como desculpa.
2)- Suca show (cheguei a fazer um quadrinho desse tesão): Um programa de tv à la Big Brother, Suca Show contém um igual número de homens e mulheres. Ninguém se conhece previamente, mas os produtores do programa formam casais fixos desde o primeiro dia. Suca é chupa em italiano, e esta prática sexual é realizada diariamente pelos participantes.
Cada casal é um time. Apesar de haver trocas de casais nos coitos, a soma de pontos é por casal. Toda vez que a mulher de um casal não consegue sucesso no sexo com qualquer homem com quem transe, a dupla deixa de ganhar um ponto. O mesmo serve para o homem deste casal.
Os homens têm qualquer idade, mas as mulheres têm cerca de 18-20 anos. São todas virgens, e por isto a prática sexual é tão limitada. Na verdade, a fase última do campeonato é decidida por um quase estupro: Os homens devem tirar a virgindade das suas respectivas, ganhando aquele que chegar ao orgasmo mais rapidamente.
3)- Educação para todos: Mulheres de classe pobre não tiveram acesso a boas escolas no ginásio. Mas um grupo de educadores de alto nível resolveu criar para elas uma escola especial, só de mulheres, gratuita.
Nesta escola, não há repetência, mas tirar notas ruins gera uma série de punições muito mais sofisticadas. Algumas alunas, porém, podem ser protegidas por um professor ou pelo diretor, ganhando uma espécie de passe livre em qualquer situação.
No final do ano, há uma arrecadação de fundos da escola para as férias destas meninas. Elas podem participar ou não; caso participem, trata-se de um mero leilão das mesmas para os investidores da escola.
enviada por Pedrovski
08/02/2007 19:14
Tentei colocar isto como0 resposta ao posta da ana em seu blog, mas não consegui comentar, dava erro atrás de erro. então coloco aqui, e quem quiser que va ao site da ana ver do que se trata (www.cenasmarginais.blogspot.com):
vamos dizer que eu me inscrevi neste concurso. gostaria então que o quesito "esteticamente interessante" tivesse uma nota de corte 7,0, de maneira a eu sobreviver ao teste mas eliminar muitos adversários.
Em boa indole e mentalmente são eu também sobreviveria, mas apenas por enganar o aplicador da prova.
Somaria muitos pontos em gostar dos amigos, eu gosto de seres humanos, me afeiçoo com facilidade.
Quanto à paixão, ela sempre vem nas horas erradas, mas certamente possuo esta capacidade.
asseio: este seria meu maior medo. eu corto as unhas com os dentes e meus dentes não são lá essas coisas. Sou recordista sul-americano de produção e diâmetro de caspas. Não tenho muitos problemas com o suvacs, mas carrego um queijo francês dentro de todos os tênis que visto.
não tenho dependencias quimicas; na verdade, posso realmente nem beber se quiser.
artes sou esquisito mas respeito o gosto alheio. Não tenho preconceitos fora com evangelicos (mas eles merecem) e não brigo a toa.
PROVA DE TITULOS
Boa pontuação em morar sozinho, boa em cultura geral, baixa em cozinhar, zero em ter carro.
CONCLUSÃO
Não passaria neste concurso nem por um caralho.
enviada por Pedrovski
24/01/2007 20:08
O homem tem um tamanho, uma velocidade, um raciocínio que foram feitos para ele ter sucesso na Terra.
Na velocidade do passo de um homem, dar a volta na Terra não demora mais que 4.000 dias, ou uns 11 anos. Ou seja, a evolução fez o homem de um tamanho tal que poderia cruzar o mundo, migrar, se estabelecer onde desse.
Seu tempo é limitado. O número de coisas que pode fazer é limitado. Assim também se constrange quem ele pode ser; não pode ser bom em tudo, pela escassez de energia e tempo.
Mas o homem quer ser mais, e nessa busca, ele se torna mais humano, por buscar seu desejo e menos, por trair sua dimensão, sua escala.
Eu amo a escala humana.
enviada por Pedrovski
22/01/2007 11:15
Passei o fim de semana na festa de formatura do irmão
da Cris. Ele (que ainda falta 1 semestre pra realmente
terminar, comemorou antes como é de praxe) fez
engenharia agronoma. Mora numa república que já tem 43
anos (nasceu no mesmo ano da ditadura), chamada Arado.
A Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiróz (Esalq)
é parte da Usp, mas fica na cidade de Piracicaba, a
150 km da capital paulista. Foi fundada na virada do
século XIX-XX por aqueles cafeicultores pragmáticos de
Sampa. É uma região quente, fértil, caipira. Muito
orgulhosa. Os simbolos da Esalq são muito fortes,
existe até um tipo de letra específico (assim como
times new roman) do local. Os alunos se transformam,
aprendem a passar por perrengues, principalmente os
que, como o irmão da Cris, vão pra lá sem família no
local e nenhum dinheiro.
A répública Arado, onde ele mora, é uma espelunca,
muito trash. Paredes tomadas de recados. Corredor
preenchido por posteres da playboy. Uma das paredes da
sala é o "bucetário", onde há um menu de fotos
mostrando os tipos de cortes de pelos pubianos
femininos, cada um com um número. Ao lado, as meninas
escrevem seus nomes e "números" das suas respectivas.
Todo mundo, ao entrar na Esalq, recebe um apelido, e é
chamado quase que exclusivamente por ele. Exemplos
masculinos: Gorgota, Dipé (irmão da Cris), Maluco,
Mineirinho. Mulheres: Epidemia, Bafão, Thundera (ex do
Dipé).
E por essa cultura forte, e isolamento do resto do
mundo, como numa academia aos moldes gregos, os
diferentes se tornam iguais. Quem aceita participar do
trote (que é pesado como um arado e dura um semestre)
passa a fazer parte do grupo. Os caras tem um
companheirismo absurdo, códigos em comum, muitas
memórias e mesmo dores (vimos o Dipé romper amizade
com um grande amigo durante estes dias. Sinistro).
Ali os garotos se transformam. Dipé parece três anos
mais velhos que seus amigos de infancia. A explicação
parece a dureza que experimentou.
Tudo isso me fez pensar que a vida universitária
brasileira, geralmente nas capitais e sem sair da casa
dos pais, é uma das razões da diferença entre o
pragmatismo dos adultos americanos e esalquianos
contrastante com a maioria dos brasileiros.
Isso me deu o que pensar. Vou tentar convencer meu irmão a fazer faculdade fora de Recife. Mas acho que isso será dificultado por que ele, já tendo passado 1 ano fora de sua cidade (está no momento nos EUA) deve estar ainda mais apaixonado por recife que o normal.
enviada por Pedrovski
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